Ciranda Primavera


Primavera e Espera
* Nany Schneider

Chegou setembro, mês de esperanças.
Já se renovam velhas lembranças.
Trazendo ares de muitas mudanças.
E a saudade de tantas andanças....

Chegou setembro, estação das flores.
Sentindo ao longe, aromas e odores.
Vindos de sonhos de antigos amores.
Flores nascendo em todas as cores.

Chegou setembro, com ele o calor.
Das noites amenas, cheias de ardor.
Antevendo o gosto, sentindo o sabor.
Da tão esperada volta do amor.

Chegou setembro, de aves cantantes.
De pólens trocados por abelhas errantes.
Movimento suave de relvas ondulantes.
Onde se faz cama a muitos amantes.

Eis a Primavera a cantar.
Versos mágicos a encantar.
Mais uma vez sente-se clamar,
A natureza inteira, para se amar...

10/09/2005
05:07




Celebren su primavera...
* Leticia Ruiz Rosado

Llega encubierta,
alegra la alfombra
los tulipanes
descollan sus frondas
y el suelo se tiñe...
almohada de rosas.



Devaneios
* Oswaldo Lugano

Se eu pudesse colher todas as flores
para expressar-te os encantos do amor,
seria um buquê com todas as cores
e as ofertaria em teu louvor, meu amor.

Ah... Se eu fosse poeta, para descrever
em doces versos e cadenciadas rimas...
O que arde em meu peito, e não ouso dizer,
desde que a vi, dentre as rosas e as prímulas.

Ah... Esse cheiro de primavera a me endoidecer,
fez renascer em meu peito o desejo adormecido,
de novamente em meus braços enlaçar-te e dizer:
-eis-me aqui meu amor, por teu amor vencido...

Ah... Se eu pudesse...



As 4 Estações
* Marici Bross

Ao som das 4 estações de Vivaldi
Embalo meus sonhos.
Num flutuar e chegar a você.
Com a suavidade das notas musicais
Vou encaixando...
Completando nosso quadro escultural
Onde em perfeita harmonia.
De formas e tons nos encaixamos
Formando uma esplendida obra de arte.
Nossos corpos se atraem e completam,
Neste ficar e gostar ao unirmos
Nossos corpos, alma e amor.
Flutuamos, navegamos.
Em ondas de amor,
Em ondas de querer
E assim, a cada estação.
Nosso amor floresce ou renasce
Eu e você na estação do amor.

SP - 29-02-04 - 9,25h
www..maricibross.com



Primavera
* Julia. Luengo

Tú alegre primavera
que con tus flores llenas
de alegría , colores los campos y
corazones de todos de todo ser humano.
Llegas con tu sol suave
con tus noches estrelladas
contingo los amores se despiertan
y en los corazones renacen.
Haces que todos sea bello
que hasta los pájaros canten
con sus trinos mañaneros
nos dicen que ya el sol sale.
Primavera quiero ser para
sentirte a mi lado
sentir el trino del pajaro
ver verde de los campos
el colorido de las flores
que al llegar tú renacen.
Margaritas, amapolas y ese
olor de azahares que.,
nos impregnan de paz
y se huele tan sueve como
el sueve tacto de esas flores
que nacen, como la piel de un niño
como el beso que renace.

http://tenerifeachinet.webcindario.com/
www.poesiasdelcorazon.com/sentimientosdejulia/
sentimientosdejulia.htm




Nestes Barcos Floridos
* Abilio Terra Junior

nestes barcos floridos
em que subimos
a curva do rio
nosso destino é incerto

e junto às suas coxas morenas
que vibram no abandono
eu me pergunto veemente
como chegamos aqui
após tantos acidentes

e sinto o perfume das flores
que transborda dos seus seios
e ainda um tanto meigo
eu tento auscultá-los

e sinto naquele toque
que a primavera floriu
de dentro das suas entranhas

e então se espargiu
por toda aquela floresta
e acordou os filhotes
e deu vida à montanha

e lembrou a cada peixe
que nos seus pequenos ovos
a vida o espreitava



É Primavera!
*Maria José Zanini Tauil

Os campos verdejam!
Meu jardim em botão
Começa a florir
Jardineiras viçosas
Nas minhas janelas
Se enroscam em cortinas
Bordadas de pétalas

Nos caramanchões
Já pendem os cachos
De burganviles lilases
Borboletas ensaiam
O sensual bailado
No palco florido
No banco de ferro
Sentamo-nos...ao entardecer
Ao som dos pardais
Nossas bocas se encontram
Em beijos...sabor de jasmim

Meus cabelos enfeitas
Com margaridas amarelas
Tão simples...tão belas
Como esse amor
que uniu-nos assim

Meu sorriso se expande
Porque é primavera
E porque gostas de mim!



Primavera
*Rosélia Martins

No ar paira um odor a frescura
Os campos inundam-se de alegria
As aves gorgitam em seus ninhos
Enchendo o peito de ternura
As águas límpidas do lago
Deixadas pelas chuvas do inverno
Albergam nenúfares sequiosos
De bailam peixes coloridos
As árvores abrem seu manto
Florido aos sol que desponta
As folhas secas levadas pelo vento
Do solo verde hão desaparecido
Há flores a perfumar a serra
Há milheirais expostos ao luar
Há cânticos em toda a terra
Dia e noite sem cessar
Dos rochedos escorrem fios de água
Como lágrimas brotando de meus olhos
Mas de puras lavam a minha mágoa
Do caminho não enchergo escolhos
Há pureza na selva nos matagais
Onde a vida pulula sussurrante
Com alegria os animais na relva
Brincam ao som da passarada
No meio de fresco luxuriante
inebriados em danças de amor
Meus passos no meio desta cor
Ensaiam valsas encantadas
Ao som de trinados de amor
Das cálidas e porás alvoradas
Meu ser sorri radiante
Com esta beleza e cor
Tonificado e vibrante
Acompanha os gestos de amor
Ah natureza verdejante
Sob o rutilante sol de Maio
Trigos papoilas no campo
Desse recanto donde não saio
Ouço uma voz com doçura
Trazida pela breve aragem
Soa doce e suavemente
Como é bom viver nesta paisagem
Passado o frio duro inverno
Quebrado o gelo que ora impera
Surge este sonho tal uma miragemonde
Luminosa fresca pura brilhante
No céu e na terra essa maravilha
Que é o tempo da PRIMAVERA

Portugal





É Primavera
* Pedro Valdoy

É Primavera
as folhas renascem
no berço de uma árvore
Pequenas plantas ressuscitam

Sente-se no ar
o regresso das andorinhas
com grande alegria
regressam aos seus ninhos

Nos jardins sente-se
o piar dos pardalitos
e o cantar dos rouxinóis
que nos encantam

Sente-se o perfume
das flores deslumbrantes
Açucenas Miosótis
Crisântemos Dálias

As Rosas enfeitiçam
os poetas esquecidos
a abençoarem os dias
com muita ternura e paz

As abelhas dançam
em redor das flores
para um beijo fértil
para o rico mel fafricarem

Os namorados embevecidos
sentem-se com o sorriso
de um Sol alegre
e as nuvens deslizam perdidas

A alegria extende-se no ar
com as crianças ingénuas
brincam mansamente
e a Paz sente-se no ar.



La Enamorada del muro
* Carlos Costa Grajales

Mi planta niña verde se enreda en primavera,
recostando sus hojas sobre el muro de piedra.
Mi enredadera joven verde crece en el estío,
y se trepa por el muro, curiosa, a espiar el río.

En el otoño, roja, naranja y mixta,
se retira prudente, del muro que la cobija.
Por la noche la hiere el frío y sangra...
rojo claro, rojo oscuro y hasta púrpura la savia vieja.

Desaparecida en invierno,
reverdece en primavera,
y cubre a su enamorado,
por cada piedra, mil hojas nuevas.

Pronto será Septiembre y al sol que estará tan cerca
se unirá la lluvia cadenciosa que le darán sangre nueva.
Cubierta de retoños, se acercará a las violetas, a la glicina, al aromo,
y reverberá en capullos de hojas tiernas.

Este feliz y vanidoso,
asombrará al jazmín y al limonero,
con su nueva vestimenta,
que el tibio sol alimenta.
Vendrá el verano y con él, su amada lo cubrirá,
con jugosas, lascivas, lujuriosas hojas nuevas,
ocultando las arrugas, besándolo piedra a piedra.-

A medio andar el verano, de reojo la azalea,
lo mirará con antojo de verde que verderea
mientras el muro orgulloso, abraza que abrazará
a su amante enredadera.-

Dolores, agosto de 2002.-



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