Ciranda Primavera


Uma Primavera Permanente!
* Bernardino Matos.

Cada manhã, agradeço a Deus por acordar,
por poder um novo dia recomeçar, rezo,
para que ilumine a via do meu caminhar,
amar a vida,o dom divino que mais prezo,

Na atividade comercial, trava-se uma luta,
para que seja interrompido o ciclo de vida,
de cada produto, para não sair da disputa,
pois sua longevidade depende da acolhida.

O esforço é para que não saia do mercado,
ele nasce, cresce, amadurece e rejuvenesce,
envelhecer nunca, não pode ser sacrificado,
o declínio é o começo da morte, ele esmaece.

Sentimos isso no desabrochar da primavera,
a natureza ressurge, se retoca, fica florida,
num visual colorido, na perfeição se esmera,
e sentimos o renascer de uma nova vida.

Mas para isto ela assume todo o rigor do frio,
do inverno, a neve, a chuva, o vento, a umidade,
assiste, no outono, num ambiente meio sombrio,
as folhas caírem, some toda aquela vivacidade.

Na primavera, a natureza retoma o encanto,
as plantas vicejam, as árvores se engalanam,
os pássaros cantam, verde é a cor do seu manto
os corações se enternecem e só amor emanam.

Se na natureza a primavera é a estação das flores,
da vitalidade, do ar puro, da beleza, da suavidade,
em nossa vida, deveria sumir a estação das dores,
e o nosso caminho se bifurcaria com a eternidade.

O nosso ciclo de vida teria um outro contorno,
nascimento, crescimento, longo amadurecimento,
rejuvenescimento permanente, sem ter retorno,
uma eterna primavera, um amor reluzente.

Fortaleza, 27 de agosto de 2006.



Pintando primavera
* Lizete Abrahão

(O sono eterno é um mistério pleno...
Por graça e por ordem do destino,
Semente fértil semeada ao sereno,
Meu ventre em flor é do chão o próprio tino)

Desta falível e palpável viagem,
Que deuses e mortais nomeiam de vida,
Levarei, em mim, de tudo, uma paisagem,
Quando chegar o momento da despedida.

Como um pintor a se tingir em orgia,
Pincelo cenas, no painel que é sem preço,
Da vida, a estação de toda alegria,
Vendo a Terra, como se feita em gesso.

Ao fundo, num castelo feito em cantatas,
Cheio de brisas, entre o céu e um vagido
Risco de amor azul janelas, cascatas,
Faço em sorriso o humano gemido.

Paixões caindo em queda d'água intensa,
Brilhando como véus feitos de cristal...
Minha ilusão, tracei-a reta, suspensa,
Pairando sobre um muro duro, irreal.

Pérgula de pilastras brancas e frescas,
Uma fonte onde verdes larvas casulam...
Águas de rosas, entre heras arabescas,
E fadas que no vento brando tremulam.

Murmúrios que se vão para os rochedos,
Parecem sonhos lapidando os ais,
Correm em veios, rumo aos meus segredos,
Para muito além da linha do jamais.

Nas pálpebras da estrada, seixos ciliados,
No alto, pássaros em bandos, perplexos,
Revoando entre nuvens leves, fascinados
Pelo que viram do mundo nos reflexos.

E nessa cena do meu tempo vivido,
A tarde enrola no sol suas melenas,
Matizes de ouro deu-lhe um raio fugido,
De quando o sol se pôs em outras falenas.

Das noites, eu rebordo o firmamento,
Estrelas brincam de luzires candentes,
E a lua despe-se no seu aposento,
Num tatear de prata com mãos inocentes.

Os astros, deuses de todos os prodígios,
Abrandam este pincel que, sobretudo,
Só quer pintar o renascer, nos vestígios
Do silêncio que contemplo, olhar mudo.

E para não lembrar da dor invernal,
Vou parir, sobre tudo, a primavera,
Porque nasci de um outro toque genial,
Aquele que fez o homem não ser fera...

Viamão/RS
05.09.06




Anarquía
* Mónica Cussotti

La primavera viene,
desparrama unas flores
y se cree con derecho a reinventar la vida.
Simula o desconoce,
que antes hubo un invierno
adverso y riguroso
que esculpió otros destinos.

Viene...
cándida, inexperta, trivial,
un tanto seductora
y con módico arte defenestra
un pasado graduado en desconsuelos.

Inyecta gasolina a un sol semi apagado,
disemina a “piacere” los colores
y si el tiempo la apremia y no termina
desparrama con brochas
sus caudales de verdes.

Y te sentís así...
descolocado,
descolorido,
desacostumbrado.

Reacio a liberarte del hielo de los huesos.

Y a ella no le importa
y ella te atropella,
y vos, medio aturdido
vas sintiendo esa escabrosa alianza
de la cabeza fría
con la sangre caliente.

Entonces es ahí, justo ahí te das cuenta
que no sabes que hacer
con tanta primavera.



Primavera
*Gildete Vieira.

...vem, estão voltando a flores...
pássaros cantam...
Quanto colorido!
Perfume por todo lado.
Sensação de prazer
com o aroma que exala.
Que estação fantástica!
Dá alegria à vida
encanta a natureza
tudo é beleza.
É a primavera que chega
nos campos, jardins,
na vida.
Cada botão que nasce
tem seu destino preferido
Na primavera, o amor
floresce com magnitude
entusiasmo intensidade.
Adoro receber uma rosa
com amor e o cartãozinho
com uma delicada oferta
prazerosa
ardente em plena primavera.

Natal-Brasil 27/08/2006.



Cosas de primavera
* Norma Ester Montenegro

Al frío desolado lo ha llevado el invierno
lejos hacia el silencio en su rotar eterno.

El sol agradecido prodiga a una azucena
sus rayos en la tarde sutilmente serena.

Veo a una golondrina volar con rumbo fijo
llevando entre su pico sustento para el hijo.

La brisa juguetea deshojando las flores
que esparcen en el aire fragancias y colores.

Una campana suelta sus voces convocadas
para unir las plegarias en novenas gastadas.

Tengo el deseo intenso de subir la colina
y rodar cuesta abajo como una chiquilina.

El sol a mis mejillas pone tintes rojizos
y asoman a mis ojos misteriosos hechizos.

Un soplo estremecido me desprende la blusa
por un momento quedo brevemente confusa.

En mis manos hay gemas que estallan perfumadas
al juntar los racimos de flores ignoradas.

El corazón me late, presuroso, lozano,
guarecido en el pecho se ha tornado liviano.

Y fluyen melodías que escapan de mi boca
piensen; es primavera, no crean que estoy loca.

Argentina



Girassóis
* Edna Feitosa

Flores de máscula beleza
Natureza meio rústica
no colorido comum
da corola áspera
e desperfumada.
Noutra flor
tantos marrons
agradariam?

Fortes
e desajeitados
inspiram poética simpatia
Sempre abertos
às abelhas que os beijam
ou aos pássaros
que os saqueiam
resistem
com heroísmo modesto
e ingenuidade sadia

São, para mim...
os Forrest Gump
da flora...

http://ilove.terra.com.br/edna/



Primavera en el alma
* Cris Carbone

Quiero vestirme de primavera
con margaritas en el pelo
y girasoles eternos en la mirada.
Injertar el rosal que creció en mi alma
para que nazcan rosas bellas
pero sin espinas.
Y mis pasos se crucen a otra vereda
para dejar el destino
de soledades y desencuentros.
Quiero llenarme de sol
desmalezar el jardín de mi corazón
para que vuelvan las mariposas
y los colibríes puedan
libar el dulce néctar
de mi piel embellecida de jazmines.
Para olvidar esta perenne tristeza
esta nostalgia de amores
y desde el cuenco de mis manos
nazcan pájaros que vuelen
en busca de mi sonrisa.

www.rincondelpoeta.com.ar



Niña, Siempre Niña
* Carmen Flores

La vida me dio la infancia
para conocer amores,
La vida me dió ninez
para conocer las flores.
Me dió adolecencia
para cometer errores.
Me dió adultez
para saber que la vida misma,
nos lleva a la cima
y de allí nos deja caer.

zPor qué no quedarme nina entonces?
Entre las flores y los errores
. no en las desilusiones,
no en los desenganos
donde se muere de angustia
donde calla el alma mustia
y la vida, da vueltas en el fango...

*************************************
Traducción al portugues
..Gracias, Jane Botti
Carmen Flores
**************************
   Menina, Sempre Menina

A vida deu-me a infância
para conhecer amores.
A vida deu-me a meninice
para conhecer as flores.
Deu-me a adolescencia
para cometer erros.
Deu-me a maturidade
para saber que a própria vida,
nos leva para cima
e de lá nos deixa cair.
Por que, entao,  nao continuar menina?

Entre as flores e os erros,
nao nas desilusoes,
nao nos desenganos
onde se morre de angústia
calando com a alma murcha
e a vida dando voltas na lama

http://community.webtv.net/
guanina_pr/POEMAS"POEMAS




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